segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hirbernar

Desde criança leio os contos de fadas e transferi isso para minha vida, acredito em príncipes, princesas, Bruxa má e sapos, durante a vida nós desempenhamos o papel de cada um desses personagens. Hora somos um e hora somos outros. Gastamos tempo demais e energia demais para poder a toda hora nos esforçar para passar a imagem que queremos que o mundo conheça.
Já acreditei com todas as forças no Felizes Para Sempre, mesmo que eu tenha vivido por nós dois essa história. Já posso até pensar em remakes da minha história pela visão de outro personagem e nessa versão eu sou o vilão.

Há algum tempo que não me reconheço mais quando me vejo no espelho, fico tentando com afinco ver aquele que é feliz por ser feliz, por voar livremente sei que não é possível voar de mãos dadas, que não é possível ao mesmo tempo ser feliz em uma gaiola, então será que não existe uma possibilidade de poder voar e sempre retornar ao fim da estação para o aconchego de um país quente?
Nós sempre queremos ser o romance, mas temos que passar pela reviravolta no filme que muda toda a trama. Quero poder voar com a sensação de ter um aconchego com outro voador. Já não me importam mais as classificações, chegou a hora da troca de pele, de poder conservar traços do meu eu antigo. Então vou parar de correr, vou me recolher nesta estação para que ao final dela, eu ressurja, novo. Livre e pronto para voar mais uma vez!


domingo, 8 de agosto de 2010

Caindo na real

          E derepente, ele se deu conta de que estava no meio do mar revolto, porém estava sobre um porto seguro, não importava o tamanho das ondas e a força do vento,o local onde ele estava parecia intacto, não entendia como isso poderia acontecer, achava que o turbilhão a sua volta uma hora chegaria até ele.
          Se precipitou e fez barragens bem altas e sólidas, trabalhou arduamente para que sua paz não fosse pertubada que deixou de contemplar a vista que o rodeava, fez um trabalho tão bem feito que o vento não mais soprava sua face, o cheiro do mar não conseguia penetrar em sua redoma, e dai começou a sentir-se infeliz.
        Um dia acordou e, cansado do marasmo da proteção começou a fazer o caminho inverso, muito tempo havia se passado e cada pedaço da sua barragem parecia muito mais pesado do que fora um dia, fez isso durante meses e a cada dia tinha um pouco do mundo revelado novamente a sua frente.
      Alguma coisa havia mudado nele, agora ele contemplava coisas que antes não dava importânica. após tirar o último saco de areia, ele descalçou os sapatos, subiu a barra da calça e sentou-se bem na pontinha, longe o bastante para continuar a sentir-se protegido, porém perto o suficiente para que as sensações fossem vividas. Aprendeu consigo mesmo, e ao entardecer olhou para trás e viu seu lar.
        Teve a certeza que não importa o quanto o mar esteja agitado ou o vento forte, seu lar, seu porto seguro contianuaria de pé. De tempos em tempos será preciso fazer um ajuste ou um reparo, mas sabe agora que a tem que ser leve e que o vento chacoalha mas não derruba.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sentado ao meio fio, dei-me conta de que a paisagem a tempos não se modifica,  as horas se arrastam num passo monotono e marcado, nenhum novo sentimento está desperto. Nenhuma nova sensação se aflora. Lembrei-me dos momentos de loucura desvairada, de atos cometidos e nem sempre consentidos. Lembrei-me do frescor que é sentir uma paixão, do frio no estomago toda vez que o  telefone toca, da cara de decepção ao abrir o e-mail e não possuir nenhuma  mensagem que foi aguardada durante horas. 
          Revirei meus arquivos e, ao me deparar com cenas de palpitação e da angústia da espera, pensei em parar de procurar. Mas ai eu ví, lá, bem no fundo, uma  caixa empoeirada e lacrada, nela havia um aviso que dizia: Cuidado, não abra.
          Como não fazia o menor sentido possuir uma coisa lacrada, decidi espiar antes de abrir, com cautela. Nessa caixa bem pequena, eu vi um turbilhão de emoções de todas as cores.  Foi como uma onda, onde todas as sensações foram sentidas ao mesmo tempo. Vi claramente todas as coisas ruins se dissiparem magicamente num simples olhar recebido, numa mensagem de texto perguntando como você está, num soriso de canto de boca, em um olhar que diz um texto inteiro.
          Percebi que é muito simples arquivar todas as coisas ruins mas o difícil é conseguir deixar de lado as coisas boas. Tirei o pó das recordações e coloquei em um local de destaque, para que eu possa visitar sempre que tiver vontade, a trilha musical sempre vai fazer parte deste momento mágico. O que deu certo enquanto durou.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Auto Retrato

"I´ve try to be someone. Somebody they want me to be, I´m back in my own skin now. And I wouldn´t want it any other way."
      Não sou uma pessoa carente, sou muito carente . Gosto de ter meus amigos e familiares por perto, gosto de comer brigadeiro de colher, gosto de falar feito um bebê de dois anos com o meu gato. Sou aquele que rola no chão brincando com o sobrinho e que não aguenta ver a cara de um bicho sem ir lá pra passar a a mão.
      Sou aquele que sai e vai te ver não importa onde esteja. Gosto de cozinhar para os outros, gosto de beber um bom vinho sozinho ouvindo uma boa música. E, falando em música sou meio conflituoso comigo mesmo. Gosto de ouvir o POP mais comercial que existe mas também gosto de ouvir um bom Jazz.
Sou mimado e me decepciono fácil com as pessoas, mas sem jamais ter coragem de falar para alguém que estou machucado.
      Gosto de fazer drama e dengo. Gosto de ser o centro das atenções. Gosto de me vestir bem e ser elogiado. Sou intenso em minhas emoções. Quando faço algo faço de corpo e alma. choro sozinho no meu quarto. Choro ouvindo música sertaneja na balada.
      Dou risadas descontroladamente de algum email a ponto de acharem que sou louco. Fico vermelho quanto sou elogiado. Me entrego no olhar. Não sei disfarçar quando não gosto de alguém.
      Mas também sei que para conviver comigo é preciso ter paciência para lidar com a criança que as vezes mostra um lado racional de quem já tem experiência de uma vida inteira.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Come Along For The Ride!

         Enfim tão sonhadas férias,  então mãos à obra.... Muitos e Muitos acessos ao mochileiros.com depois e diversas consultas a Internet eu decidi fazer um mochilão na América do sul...  
        Escolhi só um país para começar já que vou encarar pela primeira vez uma experiência sozinho e a bola da vez foi o Chile !!! Em um só país vou ter a opção de várias paisagens e tipos de experiências diferentes. E não pense que estou indo sozinho por falta de um parceiro de Trip, estou fazendo isso por opção mesmo. 
        Com um roteiro pré estabelecido e somente as passagens compradas vou embarcar para o desconhecido sem ficar preso a nenhum lugar e ir parando onde for mais convidativo.
        Medo, sinceramente não, com um bom planejamento financeiro e um cartão para "gastos inesperados" e claramente um seguro contratado vou por o pé na estrada. nada melhor para fugir dos padrões e viver intensamente um pouco. A maioria das pessoas viaja para descansar um pouco mas essas viagens não passam de uma extensão da vida cotidiana e geralmente são roteiros fechados e super protegidos, não saem da zona de conforto que agente conquista com tanto afinco.
       
 Próxima parada, a tão temível mala.....
Até lá!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Corporatividade

Faz tempo que não escrevo sobre as minhas desventuras em série, mas hoje tive um daqueles momentos de  necessidade de desabafo inspiração. Percebi que não adianta nada botar a culpa no outro, que nossas ações tem efeitos de acordo com  a nossa intenção. Porém, não importa o quanto você se esforce, nunca será bom o suficiente. As pessoas tem o péssimo habito se sempre esperar mais e mais do outro. Eu não era uma daquelas pessoas que acreditam em sorte, sempre achei que se estivéssemos preparados, as coisas fluiriam. Hoje sei que não é bem assim. A sorte existe sim, e está disfarçada no QI de quem vai com a tua cara.
Sei que cada um tem o seu momento mas tem certas coisas que os deixam extremamente desmotivados.

Mas adianta você ficar num canto se lamuriando e praguejando??? O certo é aproveitar as dicas que a vida vai te dando, as vezes é necessário dar um passo para trás, assim você pega impulso para saltar adiante. É de grande valia perceber que alguns nãos na verdade são truques do destino que grita na sua cara, ESSE NÃO É O CAMINHO CERTO, o que fazer????

Simples meu caro:

Reveja suas metas, veja o que falta para chegar onde se quer, se prepare para que na hora do vamos ver não te falte nada. E claro, não espere que as oportunidades saltem à sua frente com uma plaqueta escrito o seu nome. Lute. vá atrás.

O não te impulsiona e te abre os olhos para melhorar.


"percebi que estou voltando as origens... Back to basics Mode ON!!

See you

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O sonho ainda não acabou!


     

      Por toda a minha vida meu caminho nunca foi a estrada perfeita de tijolos amarelos, sempre houve buracos, paralelepípedos e asfalto desalinhado, mas houve também, poucos trechos que foram planos como um tapete. O problema é que quando estamos nessa parte do caminho você avista uma bifurcação. E meu instinto sempre me faz optar pelo caminho que não estou conseguindo ver direito. O desconhecido sempre me fascinou muito, nunca fui do tipo que gostou de deixar a vida na banguela e ir em frente.
      Porém, algumas vezes, escolhemos pelo caminho errado e não tem mais como voltar. Então o que agente faz, é pegar com força o volante do destino, abaixa o som e começa a prestar atenção no caminho para que você não sofra nenhuma interpérie nessa estrada.
      Hoje aprendi que o GPS nem sempre funciona e quando me vejo perdido e sem rumo é hora de tomar as rédeas e ficar atento, não posso perder nenhuma saída, pois por não conhecer a estrada, não sei qual será a próxima que irá aparecer.
     Mas estou a procura de alguns mapas para deixar no meu porta luvas, os meus estão desatualizados e não estão sendo muito confiáveis nessa hora. Na próxima parada do caminho plano, antes de seguir viagem, irei parar um pouco, fumar um cigarro e compra-los.


"Vem, me dê a mão, A gente agora já não tinha medo, No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido.  Agora era fatal. Que o faz-de-conta terminasse assim; Pra lá deste quintal. Era uma noite que não tem mais fim..." João e Maria - Chico Buarque