E derepente, ele se deu conta de que estava no meio do mar revolto, porém estava sobre um porto seguro, não importava o tamanho das ondas e a força do vento,o local onde ele estava parecia intacto, não entendia como isso poderia acontecer, achava que o turbilhão a sua volta uma hora chegaria até ele.
Se precipitou e fez barragens bem altas e sólidas, trabalhou arduamente para que sua paz não fosse pertubada que deixou de contemplar a vista que o rodeava, fez um trabalho tão bem feito que o vento não mais soprava sua face, o cheiro do mar não conseguia penetrar em sua redoma, e dai começou a sentir-se infeliz.
Um dia acordou e, cansado do marasmo da proteção começou a fazer o caminho inverso, muito tempo havia se passado e cada pedaço da sua barragem parecia muito mais pesado do que fora um dia, fez isso durante meses e a cada dia tinha um pouco do mundo revelado novamente a sua frente.
Alguma coisa havia mudado nele, agora ele contemplava coisas que antes não dava importânica. após tirar o último saco de areia, ele descalçou os sapatos, subiu a barra da calça e sentou-se bem na pontinha, longe o bastante para continuar a sentir-se protegido, porém perto o suficiente para que as sensações fossem vividas. Aprendeu consigo mesmo, e ao entardecer olhou para trás e viu seu lar.
Teve a certeza que não importa o quanto o mar esteja agitado ou o vento forte, seu lar, seu porto seguro contianuaria de pé. De tempos em tempos será preciso fazer um ajuste ou um reparo, mas sabe agora que a tem que ser leve e que o vento chacoalha mas não derruba.
